Foi uma missão difícil. Tanto que numa semana tão cheia de atividades e burocracias, a tal missão quase se deu impossível pra mim. Mas Felipe lançou o desafio e eu tinha de aceita-lo: escolher um dos autores da oficina e criar para este uma crônica perfil.
Mas como? E quem? Foram tantas as descobertas nestas últimas semanas e parecia ainda haver tanto para se conhecer que de quem eu poderia traçar um perfil?Não tive mais sossego.
Pensei em falar do tom criativo e ousado das palavras de Tonico Brasileiro ou das confusões e confissões matemáticas de Eduardo. Também me lembrei da veia poética, política e ao mesmo tempo cômica de Paulo Brandão e da linha futurística e inventiva do Peregrino. Mas nada parecia me empolgar.
Me recordei do Fever que eu suspeito ter pego a mesma estradinha de terra de sua personagem, pois aqui não voltara mais. Tive vontade de falar da Flora, sobre suacoragem e descontração ao abordar iniciativa e quereres num relacionamento, mas daí cogitei também sobre a Laranjinha e toda sua escrita transparente e descritiva, irônica, eu diria. Era tanta boa opção que eu não conseguia definir.
Achei que seria uma boa sacada abordar o perfil enigmático de Victor Góes, com todos os seus peixes e flores nas entrelinhas. Mas não parava de pensar que também seria legal tratar do estilo observador e inusitado de Gomes Braga,de suas excêntricas caneladas e troféus. Ou da intensidade e expressividade da Ia Tan que quase denunciou o amigo. E olha que ainda tinha o tom reflexivo e transportador da Hortênsia.
Foi aí que percebi que desde o início, me chamou a atenção a tal da menina. Desconfio que ela não imaginara que a oficina viraria uma verdadeira caça ao tesouro quando escolheu este pseudônimo, porque eu – não sei dizer ainda como – descobri de primeira quem era ela. Sua voz se traduzia nas palavras de seu primeiro texto. Então estava pronto, estava decidido. Sim, ela! Era dela o perfil que eu deveria traçar. Era de sua linguagem original e descontraída.
Devo confessar que seu primeiro texto não me atraiu muito. Embora aquele dilema entre calorias e exercícios estivesse bem próximo do meu novo universo. Mas foi então que ela me apareceu com um tal de Fernando Duarte Pazzini, vulgo F.D.P, surpreendendo a todos pela sua criatividade e desenvoltura. As contradições entre querer e não poder de seu primeiro texto deramlugar a crítica debochada sobre um coração, que digamos, era apaixonado demais. E foi mesmo, demais! Vi nela atitude, um quê de menina prolixa.
Em uma de suas respostas aos comentários deste segundo escrito, ela disse que nessas semanas de oficina e interação, identificara grande melhora em suas criações. Eu acho que é puro charme. Esse talento certamente já estava aí. Pronto pra se revelar e nos causar surpresa e admiração. Suspeito até que seus próximos passos anunciarão novidades, coisa nova nas prateleiras, nas cabeceiras. Espontânea e cheia de ritmo. Do balaio essa menina!
Sanfer.
Oieee Sanfer.
Que bom que seu texto apareceu! Fico impressionada com a sua escrita. Parece que flui como a respiração: natural, fácil de ler, saborosa.Legal você focar mais na Menina que é do balaio mesmo.
Muito fofa a forma de fechar essa rodada com seu texto que diz um pouco de cada um. Grande Sanfer!Temos discutido se você é menino ou menina, por aqui.Você consegue a proeza de escrever de forma andrógina e deixa mais esse mistério para desvendarmos na Oficina.Tem sido um prêmio conviver com textos bons como o seu.
Abraços e até lá
laranjinha
Comentário por Anônimo — julho 4, 2011 @ 2:34 pm |
Laranjinha, fico muito feliz com suas considerações! Esta oficina inteira tem sido um prêmio para todos nós, acredito! Já que amanhã é o último dia, que venha o CCSE!!!rsrsrs
Abraços!
Comentário por Anônimo — julho 4, 2011 @ 10:28 pm |
Eu tb fiquei com várias dúvidas antes de escrever a minha crônica! Achei legal a homenagem à Menina do Balaio, até porque ela merece.
Que coisa, vai ser engraçado descobrir quem são as pessoas. A terça das revelações.
Comentário por Peregrino VIramundo — julho 4, 2011 @ 6:24 pm |
Pois é amigo, a “terça das revelações” promete surpresas e risos!rs
Abraços, grande Peregrino!
Comentário por Anônimo — julho 4, 2011 @ 10:29 pm |
Oi Querida, você me arrancou um sorrisão em um dia triste!
Roubando a analogia da Flora: no banquete que meu texto veio como entrada, uma mesa farta de pratos principais, o da laranjinha veio como sobremesa e o seu nos aparece como aquele cafezinho quente bem apropriado para o momento!
Obrigada pelo carinho, de verdade!
Será que você sabe mesmo quem eu sou? Será que fui tão óbvia ao ponto de me revelar no início do primeiro texto?
Hum…
Vamos deixar que os mistérios serão revelados amanhã!
Beijos
Menina do Balaio
Comentário por Anônimo — julho 4, 2011 @ 7:46 pm |
Ahhh Menina do balaio, que lindo tal elogio!
Bom…minhas intuições não costumam falhar….mas a “terça das revelações” dirá!rsrsrs
Abraços,
Sanfer.
Comentário por Anônimo — julho 5, 2011 @ 12:13 am |
Vocês conseguiram dar um nó na minha cabeça.
Onde já se viu isso? Tô relendo vários textos pra tentar descobrir quem é quem! hahaha
Beijos e até amanhã!
Menina do Balaio
Comentário por Anônimo — julho 5, 2011 @ 2:12 am |